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  • Foto do escritorDiana Camargo

13 Sinais de que essa relação pode ser um Relacionamento Abusivo

Os relacionamentos abusivos representam uma forma prejudicial e destrutiva de interação entre parceiros, caracterizada por comportamentos controladores e violentos. Neste artigo, abordaremos os sinais de um relacionamento abusivo e a importância de procurar ajuda especializada para sair dessa situação. Compreender os aspectos essenciais do relacionamento abusivo e buscar apoio são passos cruciais para a recuperação e o restabelecimento do bem-estar emocional.


Sumário


O que é um relacionamento abusivo?

Casal de costas um para o outro de mãos dadas e com bastante sombras
Casal de costas

Um relacionamento abusivo envolve um comportamento prejudicial por uma ou ambas as partes de uma relação, que busca exercer controle sobre a outra pessoa. Essa forma de relacionamento pode incluir diversos tipos de abusos, como violência física e violência psicológica, sendo a violência contra a mulher uma das manifestações mais comuns. Utilizando a agressão física como meio de intimidação e dominação, causando graves consequências físicas e emocionais.


É essencial reconhecer os sinais de alerta e buscar apoio para sair dessa situação, contando com serviços especializados e a conscientização sobre a gravidade desse tipo de relacionamento.

Essas violências podem minar a autoestima do parceiro ou parceira, causar danos emocionais e interferir na liberdade e no bem-estar geral da pessoa envolvida no relacionamento.


Sinais de um relacionamento abusivo

Identificar um relacionamento abusivo pode ser desafiador, mas reconhecer os sinais de alerta é fundamental para interromper o ciclo de violência. Veja os principais sinais de um relacionamento abusivo e algumas explicações:

  1. Violência física: Como empurrões, apertões, socos ou outros;

  2. Violência patrimonial e Abuso financeiro: quando um indivíduo é privado de seus bens materiais ou financeiros por outra pessoa. Isso pode incluir desde a posse ou controle completo sobre o dinheiro e contas bancárias, até mesmo a destruição ou roubo de bens pessoais;

  3. Violência psicológica: Envolve o uso de comportamentos ou palavras que causam dor emocional e afetam negativamente a autoestima e o bem-estar psicológico do compaheiro ou companheira. Pode incluir xingamentos, humilhações, ameaças, insultos, controlar e manipular o parceiro ou parceira, ignorar ou excluir socialmente a pessoa, entre outros;

  4. Agressões verbais: Palavras ou expressões ditas para ofender, humilhar, intimidar ou ameaçar alguém. Incluem insultos, xingamentos, palavrões, ameaças verbais, difamação e fofocas.

  5. Manipulação e chantagem emocional: Envolve o uso de táticas enganosas para persuadir alguém a fazer algo que não quer fazer. Isso pode incluir mentir, omitir informações importantes, criar uma falsa sensação de urgência ou explorar as fraquezas pessoais da outra pessoa. Enquanto a chantagem emocional é um tipo de manipulação que se concentra nas emoções de uma pessoa, especialmente sua culpa, medo e vergonha. Isso pode incluir ameaças explícitas ou implícitas de punição ou retaliação, como dizer que deixará de falar com você a menos que atenda às suas demandas.

  6. Ameaças, chantagens e coerção sexual: Envolvem a utilização de pressão e intimidação para obter sexo sem consentimento. Podem incluir ameaças de violência física, de divulgação de informações pessoais ou segredos. A coerção sexual pode ser feita através da manipulação emocional, pressão psicológica ou abuso de poder ou autoridade. É importante lembrar que qualquer forma de sexo sem consentimento é considerado agressão sexual e é crime;

  7. Isolamento social, restrição de contato com familiares e amigos: O isolamento social é uma estratégia comum utilizada para exercer controle e poder sobre a outra pessoa. Ao restringir o contato com familiares e amigos, a pessoa que exerce essa manipulação consegue distorcer a realidade vivida pela outra, efraquecendo sua autoestima, confiança e senso de identidade. O perigo disso reside na incapacidade da pessoa afetada de buscar ajuda ou apoio externo, uma vez que se sente encurralada e desprovida de recursos.

  8. Controle excessivo e comportamento possessivo: Esses são elementos tóxicos que podem traze inúmeros perigos para a vida dos envolvidos. Aquele que se encontra no papel dominante acaba minando a autoestima do parceiro, levando-o a sentir-se constantemente subjugado e inferiorizado. Esse tipo de controle não só limita a liberdade da pessoa controlada, mas também prejudica sua capacidade de tomar decisões independentes e confiar em si mesma.

  9. Diminuição da autoestima: Quando estamos envolvidos em relacionamentos tóxicos, a diminuição da autoestima é um perigo constante que afeta profundamente nossa saúde mental e emocional. Aqueles que passam por isso geralmente experimentam uma redução significativa na confiança em si mesmos, começando a duvidar de suas próprias capacidades e valor como indivíduo.

  10. Ciúmes excessivos: O sentimento normal de ciúme faz parte das relações interpessoais, mas quando se torna uma obsessão e começa a controlar a vida do indivíduo, é sinal de que algo está errado. O ciúme excessivo pode levar à possessividade, controle abusivo e até mesmo violência física.

  11. Desrespeito aos seus limites: Quando alguém não respeita os seus limites pessoais, isso pode levar a um desgaste emocional e psicológico significativo. É como se alguém atravessasse uma linha invisível que delimita as suas fronteiras e invadisse o seu espaço pessoal.

  12. Desvalorização: A desvalorização ocorre quando uma pessoa constantemente menospreza ou diminui emocionalmente, psicologicamente ou fisicamente a pessoa com quem se relaciona. Essa atitude pode começar de forma sutil, com comentários casuais ou piadas em tom depreciativo sobre a aparência, habilidades ou conquistas do outro. No entanto, ao longo do tempo, essa prática diminui a autoestima e a confiança da pessoa afetada.

  13. Ameaças de suicídio: As ameaças de suicídio podem ser uma forma cruel e manipuladora de exercer controle sobre a outra pessoa. Essas ameaças são extremamente perigosas, pois podem deixar o parceiro ou a parceira emocionalmente abalada e presa nessa dinâmica doentia.


Como o controle acontece?

Em um relacionamento abusivo, uma pessoa pode exercer controle sobre a outra de diversas maneiras, como já vimos. Isso pode incluir manipulação emocional, ameaças, coerção, isolamento social, controle financeiro, monitoramento constante, humilhação, diminuição da autoestima e agressões físicas. Essa pessoa busca exercer poder e controle sobre a outra, minando sua autonomia e fazendo com que se sinta dependente e submissa. Essas táticas são usadas para manter a pessoa presa ao relacionamento, criando um ciclo de abuso difícil de ser rompido. É importante reconhecer esses padrões de controle e buscar apoio para sair dessa situação prejudicial.


Como sair de um relacionamento abusivo e buscar ajuda especializada?

Mão saindo de um mar escuro
Coberto pela água

Sair de um relacionamento abusivo é um processo difícil, mas o primeiro passo é reconhecer os sinais de alerta e as características desse tipo de relação.


Ao viver um relacionamento abusivo, é importante buscar apoio e ajuda profissional para sair dessa situação. Algumas vítimas de violência doméstica pensam que não é nada grave, mas é fundamental compreender que a violência física é a mais conhecida, porém, também existe a violência psicológica, que pode ser igualmente prejudicial. Buscar orientação em serviços como a Central de Atendimento à Mulher (180) e contar com o apoio de organizações especializadas são passos importantes para superar o relacionamento abusivo.


Identificar um relacionamento abusivo pode ser complexo, mas é possível aprender a identificar os sinais de abuso e sair dessa relação. Ao identificar algum desses sinais na sua relação é essencial buscar ajuda como de psicólogos ou pessoas de confiança, para desenvolver estratégias de enfrentamento e lidar com as consequências físicas e emocionais desse tipo de relacionamento. Procurar apoio de um profissional qualificado é fundamental para preservar a saúde mental e buscar uma vida livre de abusos.


Conclusão

Reconhecer e sair de um relacionamento abusivo são etapas cruciais para preservar a saúde e o bem-estar. Através da identificação dos sinais de alerta e da busca de apoio especializado, é possível romper o ciclo de abuso e recuperar a autoestima e a independência. Não se esqueça de que a violência doméstica e o relacionamento abusivo são questões sérias, e é fundamental procurar ajuda de organizações e profissionais qualificados, como psicólogos e serviços de apoio a vítimas de violência.



Referências:



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