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  • Foto do escritorJoão Paulo Koltermann

Entre o prazer e a dor: o desafio da produtividade na profissão


Entre o prazer e a dor: o desafio da produtividade na profissão

A dor é uma experiência subjetiva que pode ser física ou psicológica/emocional, e surge quando há um excesso de estímulos, internos ou externos, que causam desconforto ou sofrimento. A dor é um sinal de alerta do nosso organismo, que nos indica que algo não está bem e que precisamos de cuidado e atenção.

O prazer, por outro lado, é uma sensação agradável que nos motiva a buscar e repetir determinados comportamentos que nos trazem benefícios ou satisfação. O prazer é um reforço positivo do nosso organismo, que nos indica que estamos fazendo algo bom e que merecemos recompensa e reconhecimento.

Mas como essas duas sensações se relacionam? E como elas influenciam a nossa vida pessoal e profissional?



Uma mulher roendo um lápis.
O desafio da produtividade na profissão

A dopamina: o neurotransmissor do prazer e da dor

Uma das principais substâncias químicas envolvidas na regulação do prazer e da dor é a dopamina, um neurotransmissor que atua no sistema nervoso central. A dopamina é responsável por transmitir sinais entre os neurônios, e está associada à sensação de recompensa e de alívio.

Quando realizamos uma atividade prazerosa, como comer, beber, fazer sexo, jogar, ouvir música, etc., o nosso cérebro libera dopamina, que nos faz sentir bem e nos estimula a repetir essa atividade. A dopamina também é liberada quando conseguimos alcançar um objetivo, superar um desafio, ou resolver um problema, o que nos dá uma sensação de satisfação e de orgulho.

Por outro lado, quando sentimos dor, seja física ou emocional, o nosso cérebro também libera dopamina, mas com uma função diferente: a de aliviar o sofrimento e de nos motivar a buscar uma solução. A dopamina nos ajuda a tolerar e a processar a dor, e nos faz buscar formas de diminuí-la ou eliminá-la.


O prazer e a dor como aliados ou inimigos

A dopamina, portanto, é um mediador entre o prazer e a dor, e nos ajuda a lidar com as situações que enfrentamos no dia a dia. No entanto, nem tudo o que é prazeroso é bom, nem tudo o que é doloroso é ruim, e há casos em que o prazer nos distrai e a dor nos desafia.

Existem prazeres fáceis, que são aqueles que nos dão uma gratificação imediata, mas que podem nos tornar dependentes da dopamina, e nos fazer perder o controle e a noção de limites. Por exemplo, o consumo excessivo de álcool, drogas, comida, redes sociais, jogos, etc. Esses prazeres podem nos levar a um ciclo vicioso de busca por mais dopamina, que nos deixa ansiosos, insatisfeitos, e com baixa autoestima.

Existem também atividades exigentes, que são aquelas que nos dão uma gratificação a longo prazo, mas que podem nos fazer crescer, aprender, e desenvolver novas habilidades. Por exemplo, o exercício físico, o estudo, o trabalho, a meditação, etc. Essas atividades podem nos levar a um ciclo virtuoso de busca por mais desafios, que nos deixa confiantes, felizes, e com alta autoestima.

O prazer pode ser um aliado ou um inimigo da aprendizagem e da produtividade, dependendo da forma como nos organizamos internamente para obter prazer do estudo e do trabalho, e para tolerar e processar as tensões que fazem parte dos desafios, do exercício e das frustrações.


Um homem trabalhando no computador
Equilíbrio entre prazer e dor

Como encontrar o equilíbrio entre prazer e dor?

Em poucas palavras, o sistema dopaminérgico regula a sensação de recompensa e de alívio, que estão relacionadas com o prazer e a dor. Além disso, as tensões internas aumentam ou diminuem com os estímulos externos e internos.

Para atingir formas saudáveis de produtividade e crescimento, precisamos dar sentido ao que fazemos, sentir prazer e felicidade com as nossas experiências, assim como tolerar e processar as dificuldades que fazem parte dos desafios.

O objetivo está em encontrar o equilíbrio certo entre prazer e dor, evitando os extremos que abusam de prazeres fáceis e que nos tornam dependentes e ansiosos, ou de nos magoarmos e colocarmos muita pressão sobre nós mesmos, o que pode levar à exaustão.

Algumas dicas para encontrar esse equilíbrio são:

  • Estabelecer metas claras e realistas.

  • Celebrar as conquistas e reconhecer os esforços.

  • Buscar fontes variadas e equilibradas de prazer.

  • Aprender com os erros e as falhas.

  • Cuidar da saúde física e mental, fazendo exercícios e psicoterapia/psicanálise.

Espero que esse texto tenha te ajudado a entender melhor a relação entre prazer e dor, e a encontrar o seu equilíbrio pessoal e profissional. Se você gostou, compartilhe com os seus amigos e deixe o seu comentário. Obrigado pela sua atenção! 😊

Atividade gratuita!

O objetivo da atividade é te ajudar a refletir sobre o tema da dor e do prazer na produtividade.

Você vai precisar de apenas 10 minutos para fazer essa atividade, que vai te ajudar a crescer um pouco mais consigo mesmo no dia de hoje. Você vai responder algumas perguntas simples que vão te fazer refletir sobre os seus objetivos, os seus prazeres, as suas dores, e as suas estratégias para alcançar o equilíbrio. 


Você vai receber um PDF com a descrição, as referências, as perguntas, e as tabelas para você preencher e entender melhor como você mesmo funciona. Você vai organizar as suas respostas em um esquema, que vai te mostrar de forma clara e visual quais são os seus pontos fortes e os seus pontos fracos, e como você pode melhorar.



Leituras extras:

Claro, eu posso te dar algumas referências sobre o tema do prazer e da dor, que eu usei para complementar o seu texto. Aqui estão algumas delas:

  • Prazer, Psicanálise1: Um artigo que explora a relação entre o prazer e a psicanálise, desde a perspectiva de Freud e de outros autores modernos. O artigo discute como o princípio do prazer é um mecanismo fundamental do funcionamento psíquico, mas também como ele pode ser modificado ou ultrapassado por outros fatores, como a compulsão à repetição, o masoquismo, e o narcisismo.

  • A dor e os seus aspectos multidimensionais 2: Um artigo que aborda a dor como uma experiência subjetiva, que envolve aspectos biológicos, psicológicos, sociais, e éticos. O artigo apresenta as diferenças entre as dores agudas e crônicas, e as implicações que elas têm para a saúde e a qualidade de vida das pessoas. O artigo também discute as formas de tratamento da dor, incluindo a acupuntura e as técnicas minimamente invasivas.

  • O que há além do princípio do prazer3: Um artigo que questiona o que está além do princípio do prazer, que é o princípio que rege o funcionamento mental segundo Freud. O artigo analisa como o prazer pode estar associado à dor, e como a dor pode ser uma forma de repetir experiências traumáticas. O artigo também explora como o prazer e a dor podem influenciar a aprendizagem e a criatividade.

  • Prazer e dor na docência: revisão bibliográfica sobre a Síndrome de Burnout 4: Um artigo que apresenta uma revisão da literatura sobre a Síndrome de Burnout, que é um estado de exaustão física e mental causado pelo trabalho. O artigo explora a presença do prazer e da dor nas actividades de ensino e a forma como podem afetar o bem-estar e o desempenho dos professores. Sugere também estratégias de prevenção e intervenção para lidar com a Síndrome de Burnout.

  • Além do princípio do prazer 5: Artigo que aborda o livro de Freud, Para além do princípio do prazer, publicado em 1920. O artigo destaca as principais inovações que Freud introduziu neste livro, como a noção de compulsão à repetição, o conceito de pulsão de morte e a revisão da teoria do trauma. O artigo também demonstra como essas idéias provocaram mudanças na metapsicologia freudiana e na prática clínica.

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